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Texto Marlene Gouveia
Convidamos todos vocês para a abertura da exposição do artista Alan Câmara, sexta-feira, dia 31, às 20h, na Galeria Atelier Flory Menezes. Será uma alegria receber cada um para compartilhar esse trabalho, construído a partir da história, das memórias e da identidade cultural da nossa cidade.
A exposição apresenta um percurso pela história, pelas paisagens e pelas memórias que ajudaram a construir a identidade cultural de Armação dos Búzios.
Por meio de pinturas em óleo e aquarela, o artista recria cenas do cotidiano caiçara, antigos territórios, personagens, modos de vida e acontecimentos marcantes da história local. As obras foram desenvolvidas a partir de pesquisas, documentos, relatos orais, fotografias, testemunhos e memórias compartilhadas por moradores, transformando fragmentos do passado em imagens que preservam e renovam a memória coletiva.
Mais do que representar uma Búzios antiga, a mostra propõe um reencontro com histórias que muitas vezes permanecem fora dos registros oficiais. Nas telas, antigas paisagens são reconstruídas e os gestos cotidianos ganham protagonismo: mulheres buscam água nos poços comunitários, trabalham com a pesca, cuidam das casas e preservam saberes transmitidos entre gerações. Pescadores, trabalhadores, famílias e personagens da cultura caiçara tornam-se parte de uma narrativa que reconhece a história como experiência coletiva.
A exposição também evidencia as profundas transformações vividas pelo município. O antigo mangue, o pequeno vilarejo da Armação, a chegada da energia elétrica, a atividade baleeira e os espaços marcados pela presença da escravidão revelam diferentes camadas de uma cidade que passou por intensas mudanças sociais, econômicas e culturais.
O percurso convida o público a observar Búzios para além de suas paisagens turísticas e a refletir sobre as histórias que permanecem vivas, os lugares que se transformaram e as pessoas que ajudaram a construir a cidade.
Ao transformar relatos e vestígios históricos em imagens, a produção artística reafirma a arte como instrumento de preservação cultural e como espaço de encontro entre passado e presente, memória individual e história coletiva.














